Mostrando postagens com marcador Bucólicas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bucólicas. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 31 de agosto de 2010

História de hoje...

O pezinho de café

Era uma vez uma sementinha. Caindo em terra fofa, um brotinho se tornou. Veio a chuva, ela cresceu, criou folhas e galhos. Passando o tempo, se fortaleceu.

Um dia lhe surgiram outras sementinhas que, no início, eram verdes, mas depois, ficaram vermelhas. Com o sol elas se tornaram marrons e, levadas ao fogo, mais escuras foram ficando.

Na máquina de moer, se tornaram pó; misturado à água quente, uma bebida de bom aroma. Passado no coador, misturado ao açúcar, tem gostinho de dia amanhecendo. É ele que vem nos cumprimentar toda manhã.

Aceita um cafezinho?

Kelly Vyanna.
Leia mais!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

História de hoje...

O Menino e a goiabeira


Um menino andava

Sem saber onde estava

Ele ia devagar

Porque o sol era quente


O menino vê então

Um pé de algodão

O menino vê mais tarde

Um pé de abacate

Mas nenhum é maduro

Já estava quase escuro


Ele sente muita fome

Há horas que não come

Vê um pé de café

Recolhe umas sementes

Mas isso ele não quer


Ele queria era encontrar

Só mesmo pra variar

Uma bananeira

Ou por sorte, quem sabe,

uma goibeira


Segue pensando assim

Pela estrada sem fim

Anda sonhando acordado

Pelo caminho que não acaba

Com o seu pé de goiaba.


O menino vê enfim

A goiabeira carregada

De grandes frutos maduros

Mas não servem de nada

Pois têm bichos demais

E o menino não suporta mais


É quando vê mais além

Já quase de noitinha

Aquela que lhe quer bem

Que atrás dele vinha

Árvore que lhe deu a vida

Sua mãezinha querida.


Kelly Vyanna.



Leia mais!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

História de hoje...

A Fonte

Juliana, linda menina de dez anos de idade. Ela usa parte dos cabelos presos em trança, à moda menina-moça, tem a pele clara e lisinha, olhos pequeninos, nariz arrebitado e um sorriso infantil encantador.

Ela é uma menina curiosa, que corre pelos quintais da fazenda onde vive, sempre à procura de brincadeiras e novas descobertas. Foi assim que Juliana chegou à fonte. Aquele parecia ser apenas mais um morro de mato verde, sem grandes atratividades. No entanto, a menina ouviu um barulhinho de água que se derrama e, aproximando-se de onde surgia o som, ela descobriu a fonte pequenina.

A água que jorrava da fonte era fria e límpida, então, o primeiro impulso de Juliana foi de beber daquela água. Com as mãos em concha encheu-as e engoliu rapidamente uns bons goles. Ela ficou satisfeita e decidiu que ali seria o seu lugar secreto. Sempre que quisesse parar um pouquinho e descansar, buscaria a fonte, tomaria de sua água fresquinha e ficaria à sombra, apreciando a paisagem e pensando na vida.

Kelly Vyanna.



Leia mais!

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

História de hoje...

O Indiozinho

Havia um menininho que nasceu numa tribo de índios e por lá viveu com sua mãe e os irmãozinhos, de maneira bastante feliz e em liberdade. Lá ele tinha tudo de que precisava: o carinho e os cuidados da mãe, a companhia dos irmãos, frutas em fartura e tudo mais que a natureza poderia lhe oferecer.

Um dia, porém o indiozinho se perdeu e foi parar numa estrada. Sem rumo ele continuou a caminhar, estava muito amedrontado e já nem sabia onde estava. Passando um caminhão, alguém o encontrou e, por não compreender a sua linguagem e, vendo-o tão perdido o levou para longe da tribo.

O indiozinho foi parar na cidade grande e encaminhado às autoridades que deveriam decidir o que fazer com ele. Longe da mãe, dos irmãos e de tudo o que conhecia, o indiozinho emudeceu e nunca mais disse uma só palavra. Também nem adiantava, pois ninguém entendia o que ele dizia, poucos eram os que tentavam realmente lhe escutar.

Assim o tempo foi passando e o indiozinho pensava que jamais encontraria sua mãe de volta. Ele não sabia que ela nunca desistira dele e, após andar por muitos lugares à sua procura ela finalmente soube notícias de que o seu filhinho fora levado à cidade e estava aguardando que uma família de brancos o adotassem.

Sua mãe índia, porém não permitiu que isso acontecesse, junto com outros índios da tribo, ela conseguiu se comunicar com as pessoas que guardavam o indiozinho e, após muitas discussões, ficando provado que o menino pertencia mesmo àquela tribo, finalmente mãe e filho puderam se abraçar novamente e o indiozinho voltou para o seu lar.

Leia mais!